29 xuño 2025
30 decembro 2024
29 xuño 2023
17 xuño 2023
11 febreiro 2023
21 xaneiro 2023
Ikebana
Os continentes que se empregan como base no ikebana teñen diferentes formas e, deste xeito, cambian a estrutura e o nome da composición.
Os máis baixos que altos (pratos ou fontes) reciben o nome de suiban.
23 outubro 2022
20 decembro 2020
26 marzo 2020
Matsuo Bashō: Sendas de Oku
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| Nikkō Kaidō, Hasui Kawase, 1930 |
Para viaxar debería bastarnos só co noso corpo; pero as noites reclaman un abrigo; a chuvia, unha capa; o baño, un traxe limpo; o pensamento, tinta e pinceis.
E os agasallos que non se poden rexeitar...
As dádivas estorban aos viaxeiros.
19 marzo 2020
07 febreiro 2020
07 maio 2019
11 abril 2019
Tetsuya Ishida, pintor (Yaizu, 1973-Tokio, 2005): "Autorretrato de otro"
Artigo completo en EP (11.04.2019)
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| 'Repostar comida' (1996) de Tetsuya Ishida |
26 marzo 2019
20 febreiro 2019
Nonomura Ninsei, oleiro xaponés
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| Vista do monte Yoshino nunha tarro de chá Ninsei (仁清) era um oleiro japonês, que viveu no período Edo, aproximadamente entre as décadas de 1640 e 1690. Ele nasceu Nonomura Seisuke, e mais tarde recebeu o primeiro nome Seiemon. |
Tempos depois, por volta de 1624, inicia seus estudos em Awataguchi. Depois de se aperfeiçoar durante anos em Seto, Owari, que é a sede dos fabricantes de potes para chá, retorna a Awataguchi e começa a se empenhar nesse ofício. Exatamente nessa mesma ocasião, Kanamori Sôwa (1584–1659), o expoente máximo em chá dessa época, queria abrir uma nova olaria e procurava por um bom ceramista. Talvez possamos chamar a isso de acaso do destino, mas foi exatamente a ele que Sôwa designou para essa olaria. Seiuemon de Nonomura, Tanba = Nonomura Seiumon. Desse encontro, surgiu a olaria “Onshitsukama” em frente ao Templo Nin’na de Rakusei, e Seiuemon dedicou-se à criação de peças de cerâmica. Foi a partir desse momento que Nonomura Seiuemon passou a utilizar o nome de Ninsei, usando um selo para se identificar assim. “Ninsei” é um apelido criado a partir da combinação de “Nin” do Tempo Nin’na e o “Sei” de seu nome. “Adotando o nome de Ninsei, passou a gravá-lo nas cerâmicas”. Assim, a cerâmica de Kyoto propriamente dita começa com Ninsei.
Cerâmica Ninsei
Na cerâmica existe a porcelana jiki e tôki, mas ambas são feitas de argila. A diferença está no esmalte aplicado. Entre as do tipo tôki, há a cerâmica Hagi, de cores bem claras, e a Bizen, de cores sóbrias e diversas outras colorações. No entanto, quase não se vê cerâmicas com desenhos ou estampas na superfície. Enquanto o tipo jiki, de superfície lisa, é mais fácil para aplicar desenhos e cores, o tôki, de textura especial, é altamente absorvente. A coloração não fica satisfatória com a aplicação de desenhos, de modo que é preciso apostar na cor da cerâmica. Por outro lado, o jiki, mais adequado para se colorir e desenhar, é próprio para se apreciar os desenhos e estampas, mas como a superfície é escorregadia, sua textura é simples. O tôki não é adequado para o desenho, porém sua textura possui um toque especial que o jiki não tem. Foi nesse ponto que Ninsei concentrou seu talento. Seu maior sonho era aplicar o desenho sem afetar a textura do tôki e fabricar um pote no qual o desenho sobressaísse nessa sua textura especial.
| Pote das glicínias |
Depois de muitas experiências malsucedidas, Ninsei teceu um plano. Fazer uma primeira queima da cerâmica, aplicar uma base de esmalte para que a superfície ficasse lisa, levar ao forno mais um pouco e aplicar o desenho. Em seguida, passar mais uma vez o esmalte e fazer uma última queima. Esse era o processo pelo qual ele teve a ideia de fabricar o pote.
O pote das glicínias
Ele tem 30 cm de altura e uma boca com 10 cm de diâmetro. Ninsei, mestre do torno, conseguiu, mesmo num pote de tão grandes dimensões, confeccioná-lo com uma espessura fina e uniforme sem prejudicar sua imponência, dando-lhe um acabamento resistente e impressão de firmeza. Queimou em cor branca apenas 5/6 do vaso a partir da boca e, dando vida à textura da cerâmica tôki, fez com que um mestre de pintura do Estilo Kanô fizesse o desenho, para então colorir com vermelho, azul, prata envelhecida, dourado e outras cores. Essa obra possui algumas peculiaridades. Primeiro, a beleza do torno de Ninsei, considerado um mestre nessa técnica. O desenho feito pelo mestre de desenho do estilo Kanô não é plano. Os cachos de glicínias são desenhados em forma de raios que começam a partir da boca do pote e estão inseridos tridimensionalmente no formato esférico do pote, mostrando-se variados quando vistos de ângulos diferentes. O mais importante é que no fundo do pote há uma inscrição pequena em formato oval, gravada com o selo de Ninsei no centro à esquerda. Ninsei foi o primeiro ceramista a gravar seu selo numa obra, prova de sua intenção em elevar a cerâmica, que era um simples utensílio do dia a dia, à categoria de obra de arte, fazendo-a, assim, renascer.
Vale lembrar que, no Japão, existem, no total, 1.037 obras classificadas como Tesouro Nacional, e, dentre elas, as peças em cerâmicas são apenas catorze. Nove delas são de produção estrangeira e apenas cinco de produção nacional, das quais duas são da autoria de Ninsei.












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