Amosando publicacións coa etiqueta Caeiro. Amosar todas as publicacións
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25 abril 2024

A Celeste. A enorme Celeste. 91 anos. Veio com a filha e a neta.

A 2 de Maio de 1933, nascia no Socorro, em Lisboa, Celeste Caeiro, a trabalhadora de restauração que começaria a distribuição de cravos pela população e pelos soldados a 25 de Abril de 74. Celeste trabalhava, na altura, num restaurante na Rua Braancamp, em Lisboa.

21 marzo 2020

Alberto Caeiro: Poemas inconjuntos

Quando vier a Primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.
Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma.
Se soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.
Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.

29 agosto 2019

Johannes Grenness: Escena de mar con rapaz

 De Alberto Caeiro: O guardador de rebanhos

Como quem num día de Verão abre a porta de casa
E espreita para o calor dos campos com a cara toda,
Às vezes, de repente, bate-me a Natureza de chapa
Na cara dos meus sentidos,
E eu fico confuso, perturbado, querendo perceber
Não sei bem como nem o quê...

Mas quem me mandou a mim querer perceber?
Quem me disse que havia que perceber?

Quando o Verão me passa pela cara
A mão leve e quente da sua brisa,
Só tenho que sentir agrado porque é brisa
Ou que sentir desagrado porque é quente,
E de qualquer maneira que eu o sinta,
Assim, porque assim o sinto, é que é meu dever senti-lo... 

25 abril 2018

Celeste e os cravos

 Celeste Martins Caeiro foi a muller que o 25 de abril de 1974 distribuíu os cravos entre os militares que estaban a dar un golpe de Estado para derrubar a ditadura fascista.